Conheça a História do Blog

 

computador

Em meados de 1997, Jorn Barger, foi pioneiro em desenvolver um sistema onde uma pessoa poderia relatar tudo o que achasse interessante na internet, e para nomear esse sistema foi utilizado o termo “weblog”.

 

O primeiro weblog da história ainda mantém sua forma original, podendo ser visto no site de seu criador, cujo endereço é http://robotwisdom.com e mesmo considerado precário para época, o weblog rapidamente se tornou uma sensação.

À moda dos Blogs começou mesmo no ano de 1999, quando muitos blogueiros começaram a construir blogs para tratar sobre diversos assuntos, alguns para fazer um “diário virtual”, outros para fazer humor, política, e assim por diante.

computador2

Atualmente muitas empresas utilizam blogs para divulgar produtos através de um marketing viral

Em 2006, blogs em língua portuguesa representavam 2% do total. A língua japonesa é a mais comum em blogs com 37%, seguido pela língua inglesa, com 36%, e pelas línguas chinesa, italiana, espanhola, russa, e francesa.

Professores e alunos devem estar preparados para esta sociedade cada vez mais dinâmica, por isso da importância da atualização permanente, sempre pronto a aprender a aprender. A mudança deve começar na escola através de uma abordagem construtivista de utilização de novas tecnologias onde o aluno possa construir novos saberes através do trabalho coletivo através do fazer junto com o outro buscando uma comunidade de troca e construção de saberes. 

 

MÚSICA DA SEMANA

 

Em sua fabulosa mensagem You’re The Voice, o músico Jonh Farnham, apresenta a idéia de que é sempre possível recomeçar. Reflita sempre sobre suas atitudes, e perceba que a melhora está em suas mãos. Lembre-se que várias pessoas confiam plenamente em você. Escreva uma nova História. Recomece, com certeza vale sempre a pena.

Anúncios

MEMÓRIA

 Memória faz parte do imaginário de um povo ou de uma nação, e serve como um elo entre presente e passado dando um sentido de continuidade. A preservação da memória pressupõe um projeto de construção do presente, e por isso vale a pena que esteja viva, para que as pessoas possam de algum modo usufruir dela. Esta pode unir o corpo e a alma da cidade, fazendo com que um prédio, um personagem, uma praça ou mesmo um evento qualquer, faça sentido para nossos olhos modernos.

 A palavra ‘memória’ nos remete necessariamente a outra, ‘passado’. Ela é algo que se distingue do presente, mas que, ao mesmo tempo, o compõe. É um dos caminhos para o conhecimento de nossas origens. Ao conhecer o passado nos ligamos aos Homens que viveram antes de nós, construindo uma noção de continuidade.

A sociedade é um elemento vivo, transformada a cada dia pelas ações dos seres humanos. Assim, vamos preenchendo as páginas da História, onde cada um de nós possui importância singular e juntos formamos a fantástica viagem que é o conhecimento do passado. 

 

CATANDUVA

catan

Localizada às margens do Rio São Domingos, as origens de Catanduva  remontam a década de 1880, em um pequeno arraial que recebeu o nome de São Domingos do Cerradinho. Nesse período o Brasil passava por profundas transformações como a abolição da escravatura e a proclamação da República extinguindo a monarquia e o monopólio do poder pela nobreza. O café estimulou o mercado interno e externo sustentando um surto modernizador, o que gerava a busca por novas áreas cultiváveis. Em 15 de novembro de 1889, o Brasil ingressa numa nova era com a Proclamação da República.

Quanto  aos fundadores do antigo vilarejo, são considerados os senhores:: Domingos Borges da Costa (Minguta), Antônio Maximiano Rodrigues e Joaquim Alves Figueiredo. Desde então, foram inúmeras as pessoas de todos os segmentos que trabalharam duramente para transformar o antigo Cerradinho em nossa querida CIDADE FEITIÇO.

Assim, com a chegada desses trabalhadores, de diversas regiões e etnias; no princípio do século XX, através da LEI: 1188, de 16 de Dezembro de 1909, Cerradinho foi elevado à categoria de Distrito de Paz e recebeu o nome de Vila Adolpho. Esse nome veio em homenagem ao Coronel Adolpho Guimarães Corrêa, prefeito de São José do Rio Preto, cidade a qual a vila estava subordinada.

Após 1910, com a “chegada” estrada de ferro, a vila conhece grande desenvolvimento e através da LEI: 1564, de 14 de novembro de 1917, foi criado o município de Catanduva, instalado no dia 14 de abril de 1918.

O progresso urbano do município foi extremamente rápido, e no dia 7 de fevereiro de 1920 é instalada a comarca de Catanduva.

No passado, a cidade destacou-se pelo cultivo do café, e mais tarde de culturas como a de algodão e laranja. Atualmente possui comércio e indústria em franco desenvolvimento, além de um forte agro-negócio. Destaca-se também como centro universitário, atraindo alunos de todas as partes do Brasil.

Impossível falar de Catanduva sem citar o carnaval. Famosa pela Festa do Rei Momo desde a década de 30, a cidade se orgulha de continuar mantendo o título de “melhor carnaval do interior do Estado”. Os catanduvenses garantem que quem conhece a cidade, acaba enfeitiçado por ela e sempre volta. por isso Catanduva é carinhosamente conhecida por CIDADE FEITIÇO.

 

Origem do Nome

 

Catanduva é uma palavra de origem indígena que significa “mato cerrado, espesso e impróprio para a produção agrícola”, o que na prática não se confirmou.

  

SÍMBOLOS MUNICIPAIS

                                                                   Bandeira:

catan22

 Cores:

Amarelo – Representa as riquezas do subsolo da cidade.

Vermelho – É o símbolo do amor à Pátria, da audácia, da coragem e da valentia do povo catanduvense.

Azul – É a excelente condição climática da região.

 

Escudo – Foi inspirado no primeiro escudo introduzido em Portugal, fruto das origens da cidade da época Brasil – Império.

 

A Coroa Mural – É própria, privativa das municipalidades, representa sua autonomia.

 

 

Hino:

“Sob o sol escaldante dos trópicos,

um pioneiro chegou a esta terra,

terra crua que não prometia

um futuro de tanto esplendor.

O viajante fincou a bandeira

com coragem, confiança e amor

e o intrépido aventureiro

consagrou-se como fundador

A semente foi plantada e mudou a paisagem,

nossa terra ficou fértil, floresceu.

E a mão firme do trabalho operou mais um milagre:

fez nascer um povo forte, um povo honesto e lutador.

 

Catanduva, Cidade Feitiço

Quem pisa teu chão não se esquece jamais

Teu feitiço é mais que um encanto

que inspira meu canto de amor e de paz!

Teu feitiço é mais que um encanto

que inspira meu canto de amor e de paz!”

 

Letra e Música – José Carlos de Freitas

Arranjos – Fernando César  e Fabrício Assad. .

                                                     Brasão:

 catan3

 

O Brasão de Catanduva foi criado pela Lei Municipal nº 1133 de 17 de setembro de 1970 e posteriormente alterado pela Lei Municipal nº 2333 de 10 de abril de 1987.

Da antiga monocultura de café, em seu lugar houve uma diversificação na economia rural, onde também se destacam a laranja e a cana-de-açucar. Ambos constantes no escopo do Brasão, de cada lado como uma semi coroa.

 

A faixa em vermelho representa o símbolo do amor à Pátria, da audácia, da coragem e da valentia do povo catanduvense.

 

A roda preta denteada, inserida na faixa vermelha, significa o desenvolvimento industria da cidade.

 

O leão de prata simboliza a força, a grandeza, a nobreza de nossa gente.

 

A forma do escudo é inspirada no primeiro escudo introduzido em Portugal , representa muito o simbologismo da coroa portuguesa, já que a cidade foi fundada ainda na época Brasil-Império.

 

O campo Azul é a excelente condição climática da região.

 

A faixa ondulada , de azul em campo verde, representa o Rio São Domingos, um dos principais acidentes geográficos do município correndo sobre o verde de nossos campos.

 

FUNDADORES:

 

Antônio Maximiano Rodrigues

Antônio Maximiano Rodrigues, natural de Conceição do Rio Verde, no estado de Minas Gerais, teria adquirido terras na região de Catanduva, por volta de 1850, e nelas se estabelecido em 1892, quando fez a doação de 10 alqueires da sua propriedade para patrimônio da Paróquia de São Domingos, batizada com o nome de São Domingos do Cerradinho

 

 

Joaquim Alves Figueiredo

A tradição local favoreceu de certa forma a hipótese de que o início de sua história está ligada à mudança de uma família de nome Figueiredo. Segundo esta, José Lourenço Dias Figueiredo, vindo de Minas Gerais, teria comprado propriedades nessa região no ano de 1850. Em 1889, seu filho, Joaquim Alves Figueiredo, tomando posse das terras, iniciou as plantações e o cultivo das mesmas, quando então se construiu a primeira casa de telha.

 

Domingos Borges da Costa

Domingos Borges da Costa (conhecido por “Minguta”), também vindo das Minas Gerais, foi um caboclo que se radicou nas proximidades da povoação nascente, à beira de um riacho, hoje denominado Minguta.

 

 catan7

PADROEIRO – 08 de agosto.

 

                                            SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO

catan4

São Domingos de Gusmão nasceu em Caleruega, em Castela, a Velha (Espanha), em 24 de junho de 1170. Seus pais, de ilustre nascimento, foram Félix de Gusmão e Joana de Aza, que deram origem a uma família de santos. Além de Domingos, os dois outros filhos do casal morreram em odor de santidade. O primeiro foi Antônio de Gusmão, sacerdote que, distribuindo todos seus bens aos pobres, retirou-se a um hospital para servir os fredores. Manes, o segundo, entrou depois para a Ordem dominicana, tornando-se grande pregador e exemplar religioso. Foi beatificado, juntamente com sua mãe, por Gregório XVI. Domingos se sentisse atraído para a virtude desde o berço. Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Em Calência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno “fundo” e com ele alimentar os pobres e doentes.Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal.

No dia 8 de agosto de 1221, com apenas cinqüenta e um anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade

 

PADRE ALBINO:

catan5

Ao contrário do que muitos pensam Padre Albino, não é considerado fundador de Catanduva, porém com certeza foi seu maior benemérito.

Albino Alves da Cunha e Silva nasceu em 21/09/1882, em Portugal. Em setembro de 1905, na cidade de Braga, onde foi ordenado sacerdote. Em 03 de outubro de 1910 estoura a Revolução em Portugal. No dia 05 do mesmo mês a Câmara Municipal de Lisboa proclama a República e o Governo Provisório que, dirigindo-se ao País e ao Mundo, indicou as suas idéias e intenções que logo se revelaram anticlericais.

Padre Albino, fiel aos princípios, não se dobrou, enfrentando tudo e a todos. Mas, fora vencido. Condenado à prisão e degredo na África, foi obrigado a fugir.

Em 21 de setembro de 1912, com 30 anos, desembarcou no Rio de Janeiro. Como padre, ele passou por Jaboticabal, Jaú, Barra Bonita e, finalmente, Catanduva, em 26 de abril de 1918, onde ficou até sua morte, em 19 de setembro de 1973, aos 91 anos de idade.

catan6No seu segundo ano em Catanduva, Padre Albino iniciou as obras da Igreja Matriz. Para isso saiu, pelas ruas da cidade, pelos sítios, buscando donativos: debaixo de sol ou chuva; a pé, a cavalo, de carro; de dia e de noite, passando fome e sede. E sofrendo decepções. Com muitas dificuldades angariou os donativos necessários, pelos sítios principalmente, e contando mais com os paroquianos pobres. Assim terminou a obra, para espanto geral de todos.

Foi também graças a Padre Albino que a Igreja Matriz ganhou as telas do grande pintor brasileiro Benedito Calixto, o que incluiu a cidade no roteiro turístico do Estado de São Paulo.

Em 1926 inaugura a Santa Casa de Misericórdia, hoje Hospital Padre Albino.

Ligado à sua preocupação com a assistência aos idosos, o Lar dos Velhos foi à segunda obra de Padre Albino em Catanduva, inaugurado em 29/06/29.

Em 1969 vem o ciclo das escolas, a partir da Faculdade de Medicina. A seguir vieram o Colégio Comercial Catanduva (1971), a Faculdade de Administração de Empresas (1972) e a Faculdade de Educação Física (1973).

Além destas, Padre Albino foi responsável pela criação da Casa da Criança “Sinharinha Netto“, Vila São Vicente de Paulo, Lar Ortega-Josué, Ginásio Dom Lafayette, Seminário “César De Bus” e Santuário Nossa Senhora Aparecida.

Nos últimos anos, em decorrência de moléstias e da debilidade física, Padre Albino deixou a Casa Paroquial e passou a residir no próprio hospital, no famoso quarto 84. Onde faleceu no dia 19 de setembro de 1973.

Pré-história paleolítico

Paleolítico foi o primeiro e o mais extenso período que conhecemos da história da humanidade.

Neste período surgem os primeiros hominídeos antepassados do homem moderno.

Com o desenvolvimento da mente e a acumulação de experiências e conhecimentos, os homens primitivos foram aperfeiçoando seus instrumentos, utensílios domésticos e armas, suas técnicas e meios de subsistência. Desenvolveu também sua vida em sociedade, suas atitudes e hábitos sociais, como a vida familiar, a vida em grupos, a participação coletiva, neste período introduziram cerimônias religiosas, aperfeiçoaram a arte, o artesanato, passaram a construir casas e abrigos, a fazer agasalhos, descobriram o fogo e inventaram os meios de comunicação e transporte.  Vejamos as suas principais características:

 Alimentação

Os homens paleolíticos ainda não produziam seus alimentos, não plantavam e nem criavam animais. Eles retiravam os alimentos da natureza. Coletavam frutos, grãos e raízes, pescavam e caçavam animais.

Os homens paleolíticos se alimentavam da caça, da pesca e da coleta de frutas e raízes silvestres.

 Os instrumentos ou ferramentas

Os instrumentos ou ferramentas do paleolítico eram de pedra, madeira ou osso. A técnica usada para fabricar esses instrumentos era de bater na pedra de maneira a lhe dar a forma adequada para cortar, raspar ou furar.

Os principais instrumentos foram os machados de mão, pontas de flecha, pequenas lanças, arpões, anzóis e mais tarde agulhas de osso, arcos e flechas.

 Habitação

Os homens do Paleolítico viviam de uma maneira muito primitiva, em grupos nômades, ou seja, se deslocavam constantemente de região para região em busca de alimentos. Habitavam cavernas, copas de árvores, saliências rochosas ou tendas feitas de galhos e cobertas de folhas ou de pele de animais.

Os homens do paleolítico utilizavam diversos tipos de moradia como cavernas, tendas feitas de pele de animais e cabanas feitas de galhos e folhas de árvores.

 Religião

O homem divinizava as forças da natureza, acreditavam na vida após a morte, enterravam seus mortos debaixo de grandes lajes de pedra suspensas, de nome sambaqui, com suas roupas, armas, enfeites e oferendas. Também adoravam deusas que representavam a fecundidade, pois uma das principais preocupações do homem primitivo era a conservação da espécie humana.

 Vestuário

As roupas eram feitas de pele de animais, as mulheres faziam as vestimentas que eram coloridas e tinham vários enfeites.

Elas limpavam e curtiam essas peles até deixá-las bem macias. Usavam agulha de osso e fios de costura eram tendões, tripas secas ou tirinhas de couro. Também faziam jóias e adornos feitos de âmbar, marfim e conchas.

 Organização Social

No início do paleolítico a organização social se baseava em pequenos grupos humanos, e unidos por laços familiares. Com o passar do tempo a vida em grupo evoluiu e começaram a se organizar socialmente. Havia uma divisão simples do trabalho de acordo com idade e o sexo. Onde as mulheres cuidavam das crianças e juntamente com elas eram responsáveis pela coletas de frutos e raízes, os homens caçavam, pescavam e defendiam o território, sempre realizavam as tarefas em grupo.

Tudo que caçavam, pescavam ou coletavam eram divididos entre eles.

Viviam sempre em grupos, havia uma divisão simples do trabalho, e o que caçavam e coletavam eram divididos entre todos.

 Desenvolvimento da Linguagem

O progresso cultural do homem é expresso pela comunicação e pela vida em sociedade. A linguagem era necessária para a convivência em grupo. A linguagem do homem paleolítico se baseava no início em gestos, sinais e desenhos e mais tarde se baseava também na voz.

 Artes

O que são pinturas rupestres?

Pinturas rupestres são pinturas e desenhos registrados no interior de cavernas, abrigos rochosos e, mesmo ao ar livre. São artes do período paleolítico, existe no mundo todo.

No Brasil, há vestígios de arte rupestre em Florianópolis, Santa Catarina, Bahia e Piauí.

As pinturas geralmente representavam figuras de animais como cavalos, mamutes e bisões e figuras humanas onde representavam à caça, danças, rituais ou guerreiros.

As pinturas eram realizadas com os próprios dedos, com pincéis feitos de pelos, penas, ou ainda com almofadas feitas de musgo ou folhas. Eram utilizados materiais corantes minerais nas cores ocre-amarelo, ocre-vermelho e negro. Sempre utilizavam pigmentos de cores naturais.

 Além das pinturas rupestres a arte paleolítica também fazia esculturas em marfim, osso, pedra e argila. Essas esculturas representavam as “Vênus” primitivas, eram figuras femininas e também animais.

Foi através das pinturas rupestres que os arqueólogos (pessoas que estudam coisas antigas, especialmente do período pré-histórico, quando o homem ainda não conhecia a escrita), puderam estudar vários aspectos dos seres humanos dessa época como viviam, o que faziam, do que se alimentavam, e principalmente a localização das regiões onde habitavam.

A arte rupestre segundo hipóteses levantadas pelos arqueólogos era uma das maneiras que eles usavam para se comunicar uns com os outros.

 O domínio sobre o fogo

Uma descoberta muito importante do período paleolítico foi o fogo. Onde o homem primitivo inicialmente observou esse fogo surgindo espontaneamente, aos poucos perderam o medo e começaram primeiramente utilizá-lo de vez em quando e de maneira desorganizada, como fonte de iluminação e aquecimento. Para isto foi necessário descobrir como mantê-lo aceso, isto também resultou provavelmente da observação de que brasas resultantes da queima natural de madeira podiam ser realizadas pela ação do vento, ou pelo sopro, fazendo a chama reaparecer.

A etapa seguinte era fazer produzir o fogo, talvez novamente pela observação eles notaram que o fogo aumentava pelo aquecimento de galhos ou folhas secas, isto indicou que a chama poderia ser iniciada com temperaturas elevadas. Desta forma, descobriram que o atrito entre dois pedaços de madeira seca aumentava a temperatura e produzia a chama, que podia ser ativada pelo sopro.

O homem primitivo através da observação também encontrou outra maneira de produzir fogo. Observaram que o choque produzido entre duas pedras produzia faíscas e que se colocassem folhas e galhos secos próximos dessas faíscas conseguiam fogo.

Depois que o homem descobriu sua utilidade e como acendê-lo, passou a assar a carne e a cozinhar vegetais, junto ao fogo se reuniam, descansavam e se protegiam do frio e dos ataques de animais ferozes.

O grande avanço do homem paleolítico foi à descoberta do fogo, ele através de observação conseguiu utilizá-lo e também produzi-lo, o processo era simples, batiam uma pedra na outra para sair a faíscas ou esfregando duas madeiras uma na outra para gerar o calor.

Vídeo sobre pinturas rupestres, objetos pré históricos e curiosidades.

A Evolução do Homem

Vida entre Animais da Pré-história:caçar ou ser caçado?

Vida entre Animais da Pré-história:caçar ou ser caçado? Parte 2

A História da Escola

A evolução da escola através dos tempos

 

Os primeiros passos

Os primórdios da escola como é hoje – um prédio com classes, alunos e professores – são do período de expansão do Império Romano sobre a Grécia. Antes disso, a educação era bem diferente…

Desde os primeiros tempos da civilização, sempre houve formas de educação. Porém, eram formas de ensino espontâneas: feiticeiros, curandeiros e anciãos, transmitiam oralmente seus conhecimentos para os jovens em qualquer hora ou lugar, sem instituições. “Os rituais de passagem da infância para a vida adulta nessas sociedades primitivas também tinham sua ação pedagógica, espontânea. As pessoas da comunidade aprendiam por imitação”.

escola

No século V antes de Cristo, essa transmissão espontânea de informações passou por um processo de organização que tirou a educação da responsabilidade única dos pais. Os Sofistas gregos cuidavam da educação de seus discípulos de forma mais organizada e sistematizada. Eles andavam com os jovens discutindo questões filosóficas e de conhecimento. A Escola Elementar, como era chamada na Grécia Antiga, não tinha um espaço, um prédio. Acontecia nas ruas, nas praças, na entrada de templos. E os romanos, por fim, criaram o edifício chamado escola. Preocupados em impor seus costumes e valores aos povos dominados, construíram espaços onde as crianças se reuniam para receber a típica educação romana.  A responsabilidade pelas aulas era dos escravos que tinham como função passar os costumes do opressor.

Fim da tradição oral

escola2

Durante a Idade Média, a educação estava restrita às igrejas. Os salmos eram ensinados em monastérios, abadias e templos. No ano de 787, Carlos Magno, o Rei dos Francos, que viria a ser coroado Imperador do Ocidente no ano de 800, ordenou que todos os monges e sacerdotes estudassem as letras. Portanto, todos os mosteiros haveriam de ter uma escola onde fossem ensinadas as seguintes matérias básicas: aritmética, geometria, escrita, música, canto e salmos.

 Até o século XIV, a educação permaneceu nas mãos dos monges e com acesso restrito à elite. A sistematização e disseminação do ensino só ocorreu a partir do século XVII, com o lançamento da obra “Didactica Magna – A Arte de Ensinar Tudo a Todos”, escrita em 1632 pelo francês Comenius, que se tornaria a base de todo o pensamento pedagógico da época. Pela primeira vez, havia uma estruturação do sistema de ensino com a divisão da escola em níveis e com ritmos de ensino que se adequassem às idades e possibilidades das crianças. Também se iniciava o conceito de democratização da educação, uma vez que a idéia era, exatamente como diz o título do livro de Comenius, ensinar tudo a todos.

No século XVIII, Áustria e Prússia tornaram-se os primeiros países a investir na Escola Estatal, criando assim o conceito de ensino público.

Escola no Brasil

escola3

A educação no Brasil começou como forma de dominação dos colonizadores, através dos jesuítas que vieram catequizar os índios. “O movimento jesuítico, fundado na Espanha, era um dos baluartes da Contra-Reforma e peça fundamental na disputa com os protestantes pelas novas almas”, caso dos índios brasileiros. Antes da chegada dos portugueses não havia forma educacional organizada. As tradições de cada tribo eram passadas de maneira não formal pelos anciãos. Portanto a primeira estrutura “escolar”, foi organizada pelos jesuítas para ensinar a religião aos nativos.

Os jesuítas desembarcaram no país, logo depois de Pedro Álvares Cabral (em 1530 já estavam instalados na colônia) e se apresentavam como “protetores dos índios contra a escravidão. Mas na verdade eles facilitavam a dominação destruindo a cultura local.

Pregavam a ordem familiar, disciplina de horário, ensinavam  que o bom cristão é manso, obediente e paciente. Além de vender a idéia de que a felicidade está no paraíso e não na vida

terrena. Ou seja, tudo ao contrário do que era a vida dos índios brasileiros. A educação do índio trouxe para eles uma nova visão de mundo. Essa é uma forma eficiente de dominação cultural: destruir a identidade de um povo. Os jesuítas conquistavam as crianças através das músicas religiosas.

Um bom exemplo de que a catequização era uma forma eficaz de dominação do povo conquistado, é que quando os bandeirantes começaram a pegar os índios para substituir o trabalho escravo dos negros, foram buscá-los nas missões jesuíticas. “Onde já estavam mansos. Mauro disse acreditar que os negros conseguiram manter sua cultura e tradição de forma mais intensa que os índios, porque não participaram desse processo educativo protagonizado pelos jesuítas.

O período de dominação dos jesuítas sobre toda e qualquer forma de educação no Brasil foi duradoura. Desde 1530 até a metade do século XVIII.O Marquês de Pombal, que esteve no poder em Portugal, acabou com a dominação dos jesuítas. Porém, o efetivo declínio ocorreu com o ciclo do ouro final do século XVII e começo do XVIII, que transformou o cenário da colônia, favorecendo o crescimento das cidades, gerando um aumento populacional e, portanto, aumentando a necessidade de educar. É bom lembrar que a educação estava nas mãos dos religiosos e que a maioria dos senhores brancos brasileiros eram analfabetos. Quando muito, mandavam seus filhos para ser educados na Europa e nunca aqui no Brasil.

Foi Dom Pedro I quem deu o primeiro passo para a educação pública primária no Brasil, com sua lei de 15 de outubro de 1827 que organizava a educação das crianças dentro do Império, inclusive tratava até dos salários dos professores e do currículo das escolas. É por causa desta lei que o dia do professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas foi apenas no período republicano que houve maior disseminação da educação em terras brasileiras, com o surgimento das escolas privadas, controladas por grupos religiosos. A maioria católicos, mas havia também os maçons.

Mudança de pensamento

escola4

A estrutura da escola continua a mesma dos seus primórdios. Um prédio, dividido em classes, para onde vão as crianças. Nas classes, carteiras e lousa. O que realmente mudou ao longo dos séculos foi o pensamento das pessoas que fazem e freqüentam a escola. A função básica da escola hoje é social e de transmissão cultural. Deixou de ser o centro de transmissão de conhecimento para se tornar responsável pela manutenção de valores e normas de conduta. As crianças passam muito tempo na escola e é lá que os alunos aprendem as formas de se relacionar. O conceito de transferir para a escola a responsabilidade de cuidar das crianças foi elaborado no período da industrialização que ocorreu no século XVIII, na Inglaterra e no século XIX, no resto da Europa, Estados Unidos e Japão. Nesse período, a escola era para crianças em idade de Educação Infantil. Porém, as creches não tinham caráter didático, mas de assistência social, de guarda. Apenas na década de 1980 é que foi iniciado um movimento para reorganização da educação infantil com caráter pedagógico. Atualmente, o acesso à informação foi disseminado; porém isso não quer dizer que o ao conhecimento.

  Fonte: Diário do Grande ABC.

1815: Napoleão perde a batalha de Waterloo

Em 18 de junho de 1815, Napoleão Bonaparte perdeu a batalha de Waterloo contra a Inglaterra e a Prússia. As potências européias encerraram o império de Napoleão I e o deportaram para Santa Helena.

 

Napoleão 1º deixou o seu exílio na ilha de Elba, em 26 de fevereiro de 1815, para retornar à pátria, no sul da França. Em 20 de março, ele foi recebido com triunfo em Paris. Pouco tempo depois, a Inglaterra, Prússia, Áustria e Rússia decidiram recomeçar a guerra contra Napoleão. O imperador francês aproveitou o entusiasmo na França para organizar um novo exército e, em seguida, marchou com 125 mil homens e 25 mil cavalos para a Bélgica, a fim de impedir a coalizão dos exércitos inglês e prussiano.

Em 26 de junho de 1815, as tropas francesas alcançaram Charleroi. Atrás da cidade, numa encruzilhada, o exército de Napoleão dividiu-se em duas colunas: uma marchou em direção a Bruxelas contra as tropas de Wellington, e outra, sob o comando do próprio Napoleão, em direção a Fleuru, contra o exército prussiano de Blücher. Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  BlücherNo cerco das linhas inimigas, Blücher aquartelou-se no moinho de vento de Brye, sem saber que, igualmente a partir de um moinho, Napoleão podia observar, com telescópio, o movimento das tropas inimigas. Às 15 horas do mesmo dia, os franceses começaram a atacar.

Prússia perde batalha de Ligny

O exército da Prússia dispunha de mais de 84 mil homens e 216 canhões, enquanto os franceses tinham 67.800 homens e 164 canhões. Mas os prussianos cometeram um erro grave. Eles confiaram na chegada do exército de Wellington, na parte da tarde, a fim de apoiá-los no combate contra os franceses. Por isso, se entrincheiraram no lugarejo de Ligny para aguardar a chegada dos ingleses.

Os franceses atacaram o lugar com seus canhões. A esperança que os prussianos depositaram em Wellington foi em vão. Os franceses ganharam a batalha. Na mesma noite, Blücher ordenou a retirada para o norte. Os prussianos foram vencidos, deixando 20 mil mortos para trás, mas ainda não haviam sido derrotados definitivamente.

Chuvas retardam batalha de Waterloo

Wellington e sua tropa alcançaram o planalto de Mont Saint Jean, situado na estrada de Bruxelas para Charleroi, em 17 de junho de 1815. Até então, ele ainda não tinha se confrontado com as tropas francesas, porque Napoleão não havia feito novos ataques, depois da vitória de Ligny. Wellington se aquartelou na cavalariça de Waterloo. As fortes chuvas que haviam começado cair à tarde transformaram rapidamente o solo num charco, dificultando o movimento e o posicionamento dos canhões.

Ao cair da tarde, os soldados franceses também alcançaram a fazenda Belle Alliance, na estrada de Bruxelas para Charleroi. Napoleão se aquartelou na fazenda La Caillou e passou a observar como os ingleses se entrincheiravam no planalto. No café da manhã seguinte (18 de junho de 1815), o imperador francês expôs o seu plano de batalha. Ele queria primeiro conquistar a posição ocupada pelos ingleses. Os canhões deveriam atacar o inimigo com fogo cerrado. Napoleão estava seguro da vitória e que derrotaria as tropas de Wellington antes da chegada dos prussianos.

Primeiras armas de destruição em massa

O ataque estava previsto para as nove da manhã, mas sofreu um atraso de duas horas e meia por causa do aguaceiro. Primeiro, os franceses tentaram conquistar o morgadio Hougoumont, mas os ingleses estavam bem posicionados e usaram uma arma nova poderosa contra as fileiras compactas das tropas atacantes. A arma eram as granadas, espécie de balas de chumbo dentro de um invólucro de aço, que podiam ser disparadas a longas distâncias. Os franceses tentaram várias vezes, em vão, tomar Hougoumont, até desistirem às 17 horas. Diante dos muros de Hougoumont ficaram mais de 3 mil mortos.

Enquanto isso, Napoleão dava a ordem de avançar sobre La Haie Sainte para poder atacar os ingleses entrincheirados no planalto. Neste momento, ele já sabia que os prussianos se aproximavam. E a partir daí, a saída para Waterloo era uma questão de tempo. A nova arma de destruição em massa causou baixas terríveis no ataque a La Haie Sainte, mas os franceses conseguiram conquistar a fazenda. O front de Wellington cambaleou. Seus generais exigiram que ele enviasse suas reservas, mas ele não as tinha mais.

Chegada das tropas prussianas

O comando avançado prussiano chegou, finalmente, ao campo de batalha depois das 19 horas. Para Napoleão, era evidente que tinha de tomar uma decisão e ordenou a sua combativa Guarda Imperial a atacar. A nova arma de destruição em massa atingiu os franceses em cheio. Para piorar a situação das tropas napoleônicas, as prussianas chegaram pouco depois das 20 horas.

O exército francês ainda tentou fugir, mas a batalha de Waterloo estava decidida. Às 21h30, o prussiano Blücher abraçou o inglês Wellington diante da fazenda Belle Alliance, selando a vitória.

Descoberto no Egito sarcófago de rainha desconhecida

Uma missão de arqueologia francesa descobriu, perto do Cairo, o sarcófago de uma rainha da sexta dinastia até agora desconhecida, anunciou nesta quarta-feira o serviço de antiguidades egípcias.

Identificada como Bahnu, ela foi “uma das rainhas da sexta dinastia, que reinou no Egito de 2.374 a 2.192 antes de Cristo. Mas, por enquanto, não sabemos se era esposa de Pepi 1º (2.354-2.310) ou de Pepi 2º (2.300-2.206)”, revelou, em comunicado, o chefe do Conselho Supremo de Antiguidades (CSA), Zahi Hawass.

Segundo Philippe Collombert, chefe da equipe francesa, se tratava “provavelmente” da esposa de Pepi 2º.

“Estamos contentes por acrescentar uma rainha até agora desconhecida à história do Egito”, disse à AFP Collombert, que é diretor da missão arqueológica francesa de Saqqara e professor da Universidade de Genebra.

A missão fazia escavações na pirâmide que se revelou ser da rainha Bahnu, situada entre um grupo de pirâmides de rainhas, perto da do faraó Pepi 1º, ao sul da pirâmide escalonada de Saqqara, ao sul do Cairo.

A equipe descobriu o sarcófago de 2,6 metros de comprimento e um de altura na câmara funerária.

Em uma lateral do sarcófago, hieróglifos indicam que a rainha é “a esposa do rei e sua amada”.

No entanto, a câmara sofreu alguns saques, provavelmente na época do “primeiro período intermediário” (por volta de 2.200 antes de Cristo).

No interior do sarcófago não há mais nada além de bandagens de linho que serviram para envolver a múmia de Banhu, pedaços de madeira, fragmentos ósseos e cacos de cerâmica.

Galal Muawad, inspetor de antiguidades que trabalhou com a equipe francesa, destacou que descobertas deste tipo são muito pouco frequentes.

“A raridade deste sarcófago (…) se deve ao fato de que o corpo principal é de granito rosa, enquanto a tampa é de basalto negro”, disse.