MEMÓRIA

 Memória faz parte do imaginário de um povo ou de uma nação, e serve como um elo entre presente e passado dando um sentido de continuidade. A preservação da memória pressupõe um projeto de construção do presente, e por isso vale a pena que esteja viva, para que as pessoas possam de algum modo usufruir dela. Esta pode unir o corpo e a alma da cidade, fazendo com que um prédio, um personagem, uma praça ou mesmo um evento qualquer, faça sentido para nossos olhos modernos.

 A palavra ‘memória’ nos remete necessariamente a outra, ‘passado’. Ela é algo que se distingue do presente, mas que, ao mesmo tempo, o compõe. É um dos caminhos para o conhecimento de nossas origens. Ao conhecer o passado nos ligamos aos Homens que viveram antes de nós, construindo uma noção de continuidade.

A sociedade é um elemento vivo, transformada a cada dia pelas ações dos seres humanos. Assim, vamos preenchendo as páginas da História, onde cada um de nós possui importância singular e juntos formamos a fantástica viagem que é o conhecimento do passado. 

 

CATANDUVA

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Localizada às margens do Rio São Domingos, as origens de Catanduva  remontam a década de 1880, em um pequeno arraial que recebeu o nome de São Domingos do Cerradinho. Nesse período o Brasil passava por profundas transformações como a abolição da escravatura e a proclamação da República extinguindo a monarquia e o monopólio do poder pela nobreza. O café estimulou o mercado interno e externo sustentando um surto modernizador, o que gerava a busca por novas áreas cultiváveis. Em 15 de novembro de 1889, o Brasil ingressa numa nova era com a Proclamação da República.

Quanto  aos fundadores do antigo vilarejo, são considerados os senhores:: Domingos Borges da Costa (Minguta), Antônio Maximiano Rodrigues e Joaquim Alves Figueiredo. Desde então, foram inúmeras as pessoas de todos os segmentos que trabalharam duramente para transformar o antigo Cerradinho em nossa querida CIDADE FEITIÇO.

Assim, com a chegada desses trabalhadores, de diversas regiões e etnias; no princípio do século XX, através da LEI: 1188, de 16 de Dezembro de 1909, Cerradinho foi elevado à categoria de Distrito de Paz e recebeu o nome de Vila Adolpho. Esse nome veio em homenagem ao Coronel Adolpho Guimarães Corrêa, prefeito de São José do Rio Preto, cidade a qual a vila estava subordinada.

Após 1910, com a “chegada” estrada de ferro, a vila conhece grande desenvolvimento e através da LEI: 1564, de 14 de novembro de 1917, foi criado o município de Catanduva, instalado no dia 14 de abril de 1918.

O progresso urbano do município foi extremamente rápido, e no dia 7 de fevereiro de 1920 é instalada a comarca de Catanduva.

No passado, a cidade destacou-se pelo cultivo do café, e mais tarde de culturas como a de algodão e laranja. Atualmente possui comércio e indústria em franco desenvolvimento, além de um forte agro-negócio. Destaca-se também como centro universitário, atraindo alunos de todas as partes do Brasil.

Impossível falar de Catanduva sem citar o carnaval. Famosa pela Festa do Rei Momo desde a década de 30, a cidade se orgulha de continuar mantendo o título de “melhor carnaval do interior do Estado”. Os catanduvenses garantem que quem conhece a cidade, acaba enfeitiçado por ela e sempre volta. por isso Catanduva é carinhosamente conhecida por CIDADE FEITIÇO.

 

Origem do Nome

 

Catanduva é uma palavra de origem indígena que significa “mato cerrado, espesso e impróprio para a produção agrícola”, o que na prática não se confirmou.

  

SÍMBOLOS MUNICIPAIS

                                                                   Bandeira:

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 Cores:

Amarelo – Representa as riquezas do subsolo da cidade.

Vermelho – É o símbolo do amor à Pátria, da audácia, da coragem e da valentia do povo catanduvense.

Azul – É a excelente condição climática da região.

 

Escudo – Foi inspirado no primeiro escudo introduzido em Portugal, fruto das origens da cidade da época Brasil – Império.

 

A Coroa Mural – É própria, privativa das municipalidades, representa sua autonomia.

 

 

Hino:

“Sob o sol escaldante dos trópicos,

um pioneiro chegou a esta terra,

terra crua que não prometia

um futuro de tanto esplendor.

O viajante fincou a bandeira

com coragem, confiança e amor

e o intrépido aventureiro

consagrou-se como fundador

A semente foi plantada e mudou a paisagem,

nossa terra ficou fértil, floresceu.

E a mão firme do trabalho operou mais um milagre:

fez nascer um povo forte, um povo honesto e lutador.

 

Catanduva, Cidade Feitiço

Quem pisa teu chão não se esquece jamais

Teu feitiço é mais que um encanto

que inspira meu canto de amor e de paz!

Teu feitiço é mais que um encanto

que inspira meu canto de amor e de paz!”

 

Letra e Música – José Carlos de Freitas

Arranjos – Fernando César  e Fabrício Assad. .

                                                     Brasão:

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O Brasão de Catanduva foi criado pela Lei Municipal nº 1133 de 17 de setembro de 1970 e posteriormente alterado pela Lei Municipal nº 2333 de 10 de abril de 1987.

Da antiga monocultura de café, em seu lugar houve uma diversificação na economia rural, onde também se destacam a laranja e a cana-de-açucar. Ambos constantes no escopo do Brasão, de cada lado como uma semi coroa.

 

A faixa em vermelho representa o símbolo do amor à Pátria, da audácia, da coragem e da valentia do povo catanduvense.

 

A roda preta denteada, inserida na faixa vermelha, significa o desenvolvimento industria da cidade.

 

O leão de prata simboliza a força, a grandeza, a nobreza de nossa gente.

 

A forma do escudo é inspirada no primeiro escudo introduzido em Portugal , representa muito o simbologismo da coroa portuguesa, já que a cidade foi fundada ainda na época Brasil-Império.

 

O campo Azul é a excelente condição climática da região.

 

A faixa ondulada , de azul em campo verde, representa o Rio São Domingos, um dos principais acidentes geográficos do município correndo sobre o verde de nossos campos.

 

FUNDADORES:

 

Antônio Maximiano Rodrigues

Antônio Maximiano Rodrigues, natural de Conceição do Rio Verde, no estado de Minas Gerais, teria adquirido terras na região de Catanduva, por volta de 1850, e nelas se estabelecido em 1892, quando fez a doação de 10 alqueires da sua propriedade para patrimônio da Paróquia de São Domingos, batizada com o nome de São Domingos do Cerradinho

 

 

Joaquim Alves Figueiredo

A tradição local favoreceu de certa forma a hipótese de que o início de sua história está ligada à mudança de uma família de nome Figueiredo. Segundo esta, José Lourenço Dias Figueiredo, vindo de Minas Gerais, teria comprado propriedades nessa região no ano de 1850. Em 1889, seu filho, Joaquim Alves Figueiredo, tomando posse das terras, iniciou as plantações e o cultivo das mesmas, quando então se construiu a primeira casa de telha.

 

Domingos Borges da Costa

Domingos Borges da Costa (conhecido por “Minguta”), também vindo das Minas Gerais, foi um caboclo que se radicou nas proximidades da povoação nascente, à beira de um riacho, hoje denominado Minguta.

 

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PADROEIRO – 08 de agosto.

 

                                            SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO

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São Domingos de Gusmão nasceu em Caleruega, em Castela, a Velha (Espanha), em 24 de junho de 1170. Seus pais, de ilustre nascimento, foram Félix de Gusmão e Joana de Aza, que deram origem a uma família de santos. Além de Domingos, os dois outros filhos do casal morreram em odor de santidade. O primeiro foi Antônio de Gusmão, sacerdote que, distribuindo todos seus bens aos pobres, retirou-se a um hospital para servir os fredores. Manes, o segundo, entrou depois para a Ordem dominicana, tornando-se grande pregador e exemplar religioso. Foi beatificado, juntamente com sua mãe, por Gregório XVI. Domingos se sentisse atraído para a virtude desde o berço. Domingos dedicou-se aos estudos, tornando-se uma pessoa muito culta. Mas nunca deixou a caridade de lado. Em Calência, cidade onde se diplomou, surpreendeu a todos ao vender os objetos de seu quarto, inclusive os pergaminhos caros usados nos estudos, para ter um pequeno “fundo” e com ele alimentar os pobres e doentes.Aos vinte e quatro anos, sentindo o chamado, recebeu a ordenação sacerdotal.

No dia 8 de agosto de 1221, com apenas cinqüenta e um anos de idade, ele morreu. Foi canonizado pelo papa Gregório IX, que lhe dedicava especial estima e amizade, em 1234. São Domingos de Gusmão foi sepultado na catedral de Bolonha e é venerado, no dia de sua morte, como Padroeiro Perpétuo e Defensor dessa cidade

 

PADRE ALBINO:

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Ao contrário do que muitos pensam Padre Albino, não é considerado fundador de Catanduva, porém com certeza foi seu maior benemérito.

Albino Alves da Cunha e Silva nasceu em 21/09/1882, em Portugal. Em setembro de 1905, na cidade de Braga, onde foi ordenado sacerdote. Em 03 de outubro de 1910 estoura a Revolução em Portugal. No dia 05 do mesmo mês a Câmara Municipal de Lisboa proclama a República e o Governo Provisório que, dirigindo-se ao País e ao Mundo, indicou as suas idéias e intenções que logo se revelaram anticlericais.

Padre Albino, fiel aos princípios, não se dobrou, enfrentando tudo e a todos. Mas, fora vencido. Condenado à prisão e degredo na África, foi obrigado a fugir.

Em 21 de setembro de 1912, com 30 anos, desembarcou no Rio de Janeiro. Como padre, ele passou por Jaboticabal, Jaú, Barra Bonita e, finalmente, Catanduva, em 26 de abril de 1918, onde ficou até sua morte, em 19 de setembro de 1973, aos 91 anos de idade.

catan6No seu segundo ano em Catanduva, Padre Albino iniciou as obras da Igreja Matriz. Para isso saiu, pelas ruas da cidade, pelos sítios, buscando donativos: debaixo de sol ou chuva; a pé, a cavalo, de carro; de dia e de noite, passando fome e sede. E sofrendo decepções. Com muitas dificuldades angariou os donativos necessários, pelos sítios principalmente, e contando mais com os paroquianos pobres. Assim terminou a obra, para espanto geral de todos.

Foi também graças a Padre Albino que a Igreja Matriz ganhou as telas do grande pintor brasileiro Benedito Calixto, o que incluiu a cidade no roteiro turístico do Estado de São Paulo.

Em 1926 inaugura a Santa Casa de Misericórdia, hoje Hospital Padre Albino.

Ligado à sua preocupação com a assistência aos idosos, o Lar dos Velhos foi à segunda obra de Padre Albino em Catanduva, inaugurado em 29/06/29.

Em 1969 vem o ciclo das escolas, a partir da Faculdade de Medicina. A seguir vieram o Colégio Comercial Catanduva (1971), a Faculdade de Administração de Empresas (1972) e a Faculdade de Educação Física (1973).

Além destas, Padre Albino foi responsável pela criação da Casa da Criança “Sinharinha Netto“, Vila São Vicente de Paulo, Lar Ortega-Josué, Ginásio Dom Lafayette, Seminário “César De Bus” e Santuário Nossa Senhora Aparecida.

Nos últimos anos, em decorrência de moléstias e da debilidade física, Padre Albino deixou a Casa Paroquial e passou a residir no próprio hospital, no famoso quarto 84. Onde faleceu no dia 19 de setembro de 1973.

3 Respostas

  1. Eu achei muito legal apesar de demorar para ler tudo isso o blog esta nota 10 candinho.

    tchau!!!

  2. Parabéns, Cândido
    Com seu blog, poderemos voltar ao passado e aprender muito.

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